Outubro 31, 2009

Faz tempo…

{D.}
Cara, sen-sa-cio-nal! Sensacional a mente humana.
Depois que a gente parou de escrever os acessos aumentaram! Deve ter gente achando que deu divórcio – e lendo eu diria que deu mesmo, mas não deu, nem passou perto nem nada – e um bom divórcio em público é um show a parte hem…diga.
Lendo agora eu me sinto de visão aérea e vejo que a gente andava azedo mesmo com a vida, interessante ver agora nosso azedume…mas o azedume tinha muitas razões de existir, isso tinha.

Mas nem dá pra falar dos motivos que azedam a gente, bobeira falar disso agora.

A desagraça humana atrai curiosidade e nesse caso não era nem desgraça. Era cansaço, eram problemas, um bom punhado de frustrações…era tudo que faz da vida ser vida, menos desgraça. Mas que atrai, atrai. E eu admito que adoro este blog (deve ser minha parte exibicionista, sei lá) e ainda lamento demais não ter feito ele anônimo desde sempre, daí sim vocês iam ver do que a gente ia falar. De tudoooooooo, de todas as mazelas da vida e das mais profundas alegrias sem pensar no olhão gordão e tudo o mais que a mente humana armazena.

Acho que talvez tentemos de novo…vamos ver. Eu ri muito com os últimos comentários, obrigada Má, foi ótimo este teu humor negro! Ops, não fui politicamente correta agora, fui?

Beijos pra todos os leitores, amigos de verdade e fuxiqueiros de plantão…morro de curiosidade de saber quem são vocês, admito.

Junho 7, 2009

Feliz aniversário para nós

{D. pensando em procurar o RA, reformadores anônimos}

Quinta-feira, dia 4, foi meu aniversário.
39, último ano dos 30. E eu nem fiz uma festa, ainda. Se Deus quiser faço algo dia 4 de julho, um mês depois, quando as marretas pararem de cantar aqui em casa. Muita poeira pra fazer um serviço pequeno, quase um reparo. Mas não existe nada pequeno quando se trata de pedreiros e gente viciada em obra, como eu.

Curti muito o meu dia, muitos telefonemas e palavras escritas, coisas dos século XXI. Eu ouço direitinho aquelas coisas boas que as pessoas desejam e pego elas pra mim de todo o coração. Desde o simples “Feliz aniversário” até às declarações de amor e amizade de quem tem mais intimidade com as palavras. Se é por escrito respondo um por um com o maior gosto. Enfim, eu gosto de fazer aniversário. Viver é o pré-requisito pra tudo na vida, é muito importante estar viva pra todo o resto acontecer.

Ontem, dia 6,  meu sobrinho Eduardo – Dudu para os íntimos – fez um ano (por pouco ele não faz no mesmo dia que eu, pena).
Um ano passa rápido demais pra mim, mas na idade dele um ano é tudo. Em um ano ele aprendeu muita coisa. Ele aprendeu a sentar, engatinhar, andar, iniciou as primeiras palavras, ele virou uma pessoa de personalidade em um ano. E que personalidade! Que seja o primeiro de muitos anos abençoados, que Deus cuide dele como tem cuidado de mim e que ele seja cada dia mais amado, se é que é possível.

Meus sobrinhos são meu presentes. Quando eu for mãe conhecerei outro amor, o de mãe, conhecido como o maior amor do mundo. Deve ser absurdo mesmo, não posso imaginar como pode ser amar mais do que amo estas coisas lindas que Deus e meus irmãos me deram. Eles me fazem ficar feliz automaticamente quando tudo está errado, pra eles eu não tenho tempo ruim.


Junho 7, 2009

Feliz aniversário

{D. pensando em procurar o RA, reformadores anônimos}

Quinta-feira, dia 4, foi meu aniversário.
39, último ano dos 30. E eu nem fiz uma festa, ainda. Se Deus quiser faço algo dia 4 de julho, um mês depois, quando as marretas pararem de cantar aqui em casa. Muita poeira pra fazer um serviço pequeno, quase um reparo. Mas não existe nada pequeno quando se trata de pedreiros e gente viciada em obra, como eu.

Curti muito o meu dia, muitos telefonemas e palavras escritas, coisas dos século XXI. Eu ouço direitinho aquelas coisas boas que as pessoas desejam e pego elas pra mim de todo o coração. Desde o simples “Feliz aniversário” até às declarações de amor e amizade de quem tem mais intimidade com as palavras. Se é por escrito respondo um por um com o maior gosto. Enfim, eu gosto de fazer aniversário. Viver é o pré-requisito pra tudo na vida, é muito importante estar viva pra todo o resto acontecer.

Ontem, dia 6, meu sobrinho Eduardo – Dudu para os íntimos – fez um ano (por pouco ele não faz no mesmo dia que eu, pena).
Um ano passa rápido demais pra mim, mas na idade dele um ano é tudo. Em um ano ele aprendeu muita coisa. Ele aprendeu a sentar, engatinhar, andar, iniciou as primeiras palavras, ele virou uma pessoa de personalidade em um ano. E que personalidade! Que seja o primeiro de muitos anos abençoados, que Deus cuide dele como tem cuidado de mim e que ele seja cada dia mais amado, se é que é possível.

Meus sobrinhos são meu presentes. Quando eu for mãe conhecerei outro amor, o de mãe, conhecido como o maior amor do mundo. Deve ser absurdo mesmo, não posso imaginar como pode ser amar mais do que amo estas coisas lindas que Deus e meus irmãos me deram. Eles me fazem ficar feliz automaticamente quando tudo está errado, pra eles eu não tenho tempo ruim.


Maio 29, 2009

Que tipo de viajante és tu?

{Por D. viajando na maionese}

Hoje, mesmo lotada de trabalho até o topo, fiz um quiz do facebook.

Que tipo de viajante és tu?

Meu resultado:

BACKPACKER Tu gostas de simplicidade, ar livre, o selvagem, o intacto, o puro e o mágico. Gostas de viajar sem grandes preocupações de dinheiro, ou onde vais ficar a dormir, ou o que vais comer, porque o mais importante para ti é mesmo vivenciar a tua viagem ao máximo, da forma mais natural e descontraída possíveis! “Into the Wild” é a tua máxima! E quer andes por uma cidade cosmopolita europeia, ou por uma remota povoação asiática, não largas a tua mochila, o saco-cama e a boa disposição. As únicas coisas que ficam mesmo de foram são o stress, as mesquinhices e o mau feitio. Preferes viajar de comboio, autocarros, bicicletas ou motas. Muito poucos luxos. Não tens medo de bixos, de pessoas esquisitas, da sujidade, do clima…basicamente de muito pouca coisa! És um tolerante e um explorador da vida… Desfruta e boa viagem”.


Saco-cama? Eu hem! Bicicletas? Até esqueci como anda mas bem que gostaria de lembrar, admito. Não tenho medo da sujidade? Tá bom. Não tenho, morro de medo da sujidade. Ah! Com raras excecões, odeio chuva na viagem, me deixa azeda (tudo bem, choveu em Florença mas estava um clima romântico só). Medo de bichos? Eu? Deixa pra lá.

Ah, sim, adoro vivenciar a viagem ao máximo, isso eu gosto. Minha disposição é invejável e sou uma exploradora da vida, sem dúvida! E realmente não me apego aos luxos, só conforto, e charme, quando dá.
E pra encerrar, sou adepta do conceito que alguém disse em algum lugar: “Quanto mais podre o lugar, mais se deve investir na hospedagem” ou algo assim.



Maio 27, 2009

Catarse x privacidade

{Por D.}

Escrever aqui me faz falta, muita falta. Nem sei se é pelos papos, desabafos ou por marcar experiências. Marcar os tempos da vida é bom, faz a gente perceber o quanto tudo muda. E me faz sentir menos louca, um pouco menos.

Admito que as vezes fica meio complicado saber até onde escrever, saber onde mora a delicada linha entre a catarse e a privacidade. Isso nos impede de escrever mais e sobre coisas mais profundas e críticas nas experiências de como sobreviver a 18 anos juntos.
A exposição pode ferir. Até agora não sabemos como administrar isso. Eu, particularmente, me incomodo um pouco em saber que tem gente que seria capaz de ler este blog comendo pipoca, não nas partes engraçadas mas principalmente naquelas quando a gente não está tão bem na foto – alguém fica bem na foto 24 horas por dia, 30 dias por mês e 365 dias por ano? Não mesmo.
Eu sei que não deveria ligar, mas me incomodo um pouco. Ainda vou descobrir o quanto e daí saberemos o que fazer.
Definitivamente, este blog tinha que ser anônimo pra ficar mais interessante, mas agora já era.

Olha…se escrevêssemos todos estes dias teríamos rido e feito rir – e chorar também. E foi um período muito intenso, sendo boazinha com as palavras.

Foi muita correria, felicidades e algumas frustrações, surpresas e decisões.
Alguns médicos, exames e dentes extraídos. Dois dentes! Meus.
Muito trabalho! Muito mesmo. Crise? Não, não vi. Talvez por causa dela se trabalhe tanto? Talvez.
Algumas decepções com pessoas. As pessoas…elas chateiam as vezes, não é? Mas passa. Tem outro jeito?
Visitas mais assíduas à terapia e meu inconformismo com os conselhos de “se pegar mais no colo”. Se alguém descobrir o que é isso me avisa, juro que tentei mas ainda não sei como se faz. “Se pegar no colo…”, este papo de terapeuta as vezes é porre demais. Mas, enfim, eu sou a louca e ela é a médica, vamos dar um crédito.
Minha irmã ia fazer uma cirurgia e não vai mais. Milagre de verdade, finalmente vi um de perto. Aleluia e ufa!
Finalmente estou editando fotos de viagens. Editei muitas, muitas mesmo. Trabalheira! Trabalheira boa. E estou prestes a comprar uns álbuns lindos com capa de tecido que descobri um dia desses, até baratinhos pro que é. E a melhor parte é que com este trabalho de preso-político-eunuco-chinês relembrei muitas histórias boas.
Ah, também estamos em reformas em casa. Sim, de novo…não seria bem reforma mas ajustes da obra. Mas tá ficando lindo e logo poderemos dizer que a obra acabou. E eu adoro uma reforminha, admito. Mal acabei uma na casa dos meus pais e já estou em outra. Mas cansa. Tudo que é demais cansa.

Enfim, é isso.