Setembro 11, 2008...1:15 am

Começando pelo fim

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Funeral home. Credo, assunto esquisito pra meu primeiro post. É que achei genial – e fiquei pasma – ao saber da nova empresa de eventos funerários de São Paulo. Eventos sim, eu não chamaria de serviço.

Eles cuidam de tudo, da liberação do corpo e também da música ao vivo no velório. Cuidam do buffet, da maquiagem do falecido (vai que a gente morre e fica meio pálido) e cuidam também da super decoração da festa. Porque um velório desses só pode ser uma festa.

O local é chique, uma casa tombada pelo patrimônio histórico. Que luxo! Já pensou os carrões pretos alugados, tudo com manobrista? O buffet pode ser de grife. Um luxo só.

Estou aqui imaginando como as pessoas estariam vestidas no meu. Hummm, acho que de preto, né? Veste melhor e dá melhores fotos porque emagrece. As flores? Lindas. Quero copos-de-leite, nada de flores com cheiro de velório. A música? Da melhor qualidade, ao vivo. Quero que meu conjunto, o Fluir, cante um pouco também e sem chorar (só um pouquinho vai, pra não ficar chato).

Já vou avisando que só vou achar esquisito o povo vendo e-mail no cybercafé enquanto eu fico minhas últimas horas entre os vivos. Quem fizer isso terá o pé devidamente puxado de noite, na cama. Se jogar então vou assombrar o resto da vida.

Acho também que pode ser como casamento e festa de 15 anos, todo mundo leva uma lembrancinha na saída, que tal? O que poderia ser? Bem-morridos! Pronto.

E depois serei cremada. Preciso resolver esta logística pra não ficar esquisito no final. Pra não dar num anticlímax, sabe? Porque uma saída triunfal cai bem nestas horas.
Adorei a idéia do meu marido para o próprio velório: ser cremado no forno da pizzaria Speranza. Muito original e combina com seu espírito mas não é pra mim. Não quero ser dividida em partículas na pizza dos outros.

Já pedi pra ele espalhar minhas cinzas lentamente por lugares legais. Vi algo parecido no filme Bonneville. Sugiro que ele vá desacompanhado. Casar de novo tudo bem mas levar a sucessora pra espalhar as cinzas já é demais.

D. [de Diana ou Donana]

14 Comentários

  • olha, meu funeral ideal é o da música: “quando eu morrer, não quero choro nem vela. quero uma fita amarela bordada com o nome…” pode ser o meu mesmo. kakakakaka… Adorei o blog. Parafraseando a Dory, de Procurando Nemo, continuem a postar, continuem a postar!

    Beijos!

  • No Speranza? Vou evitar. Cabelo queimadinho na minha pizza, não! Sucesso no blog. Cuidado, que esse negócio vicia. Bjs.

  • AAAAAAAAAEEEEEEEEEEEEE!!!!
    Demorou mas veio, né, Aninha?
    Que beleza! E quanto ao texto… putz, a internet oferece cada serviço pra gente, né? Tem o http://www.macumbaonline.com.br que você faz as mandingas pra galera direto do site…

  • Pior se eles estiverem checando os emails e receberem um email seu! Eita!
    Abs!

  • Eu li a matéria…

    Mais um jeito de ganhar dinheiro fácil, fácil…hehehe

  • Déia, também achei genial mas precisa de 3 milhões pra começar. Vc tem?

    Silvio, Deus me livre!!!! Que medo.

    Roger, a macumba não abriu, graças a Deus!

    Demian, agora ferrou. Estes guias não fecham nunca mais.

    K, pra vc só tenho uma resposta: Mario de Andrade. “Quando eu morrer quero ficar,
    Não contem aos meus inimigos,
    Sepultado em minha cidade
    Saudade.

    Meus pés enterrem na rua Aurora,
    No Paissandu deixem meu sexo,
    Na Lopes Chaves a cabeça
    Esqueçam…”

  • Crispim, vc é maior figura!!! Se achar interessante, depois compra um domínio e redireciona para cá. Para tirar o wordpress da home…

  • Da série…”perguntas que não querem calar”:

    Um defunto pode ser enviado ao crematório trajando um terno cinza??????

  • Te falo: “Bem-morridos” foi uma sacada mortal! – No bom sentido, que fique claro.

    Vou pra casa pensar no meu funeral. Ai!

  • Bonissima!!! Mas voce sabe que voce so pode morrer depois que eu morrer, ne? Nao se faça de besta nao!!!!!hahahahahaa
    Beijo

  • Vou montar um desse “Eventos Funerários” em Igatu.
    Lá também é tombado pelo patrimônio histórico;
    a maquiagem, buffet e sonorização ambiental são naturais e dá direito a tumba em estilo bizantino.
    É tão caro que nem tem preço.

  • Roosevelt e Rosângela

    Esse seu “envelhecimento” prematuro nem Freud explica!!!
    Se você está se sentindo tão “idosa” assim, imagine eu que sou bem mais velho que você…
    Para de pensar na idade, principalmente na “virtual” porque se não você vai acabar ficando velha mesmo.
    Essa TPV acontece com todos nós. Faça que nem a MARTA… Relaxa e goza….
    Abraços
    Rô e Roosevelt.

  • que isso minha gente!!!!ja precisei dos serviços dessa empresa!!!!e olha eles estão de parabens!!!!vcs tem que concordar que em uma hora dessas a gente nao tem cabeça pra nada!!!!e olha que eles fazem tudo mesmo !!!!eu recomendo!!!!

  • Jura? A gente imagina sim, viu? Mais que isso, a gente sabe como as coisas são nessas horas…agora a gente sabe {D.}


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